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    Historia i autorzy | źródło tekstu - Wikipedia | Edycja

    Líbano

    Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

    الجمهوريّة البنانيّة
    (Al-Yumhūriyya al-Lubnāniyya)
    République Libanaise
    República Libanesa
    Bandeira do Líbano

    Brasão de Armas do Líbano

    (Bandeira) (Brasão de armas)
    Hino: كلنا للوطن للعلى للعلم
    (Koullouna Lil Watan, Lil Oula wal'Allam)

    "Todos por nossa nação, nosso emblema e nossa glória"
    Gentílico: libanês, libanesa
    Língua oficial Árabe
    Capital Beirute
    Presidente Michel Suleiman
    Primeiro-Ministro Fuad Siniora
    Área
    - Total
    - % água
    160º maior
    10.452 km²
    2,1%
    População
    - Total (est. 2008)
    - Densidade
    123º mais populoso
    4 196 453
    358/km²
    IDH (2007) 0,772 (88º)médio
    Independência 22 de Novembro de 1943
    Moeda Lira libanesa (LL)
    Fuso horário UTC +2
    Verão: +3
    Código Internet .lb
    Código telefónico 961

    O Líbano (em árabe لبنان, transl. Lubnān) é um pequeno país montanhoso situado no Médio Oriente. Faz fronteira a sul com Israel, a norte e a leste com a Síria, sendo banhado a oeste pelo Mar Mediterrâneo. A sua capital, e maior cidade, é Beirute.

    Índice

    [editar] História

    Ver artigo principal: História do Líbano

    O Líbano é um país do oeste asiático situado no extremo leste do Mar Mediterrâneo, limitiado ao norte e a leste pela Síria e ao sul por Israel, na região do Crescente Fértil, onde surgiram as primeiras grandes civilizações da humanidade. É a pátria histórica dos fenícios, negociantes semíticos da Antiguidade, cuja cultura marítima floresceu na região durante mais de 2 000 anos e que criaram o primeiro alfabeto, do qual sairam todos os demais, tanto semíticos como indo-europeus. Foram os fenícios que fundaram Cartago, a maior rival de Roma na antigüidade. Outras cidades importantes eram: Tiro, Sídon, Biblos e Arvad que mantiveram sua importância durante o domínio romano. Com a conquista de Alexandre Magno em 332 a.C., a região ficou integrada na civilização helenística. Seguiu-se a dominação do Egipto ptolemaico, que por sua vez foi seguida pela dominação do Império Selêucida.

    No século I a.C. o Líbano passou a fazer parte do Império Romano e, em seguida do Império Bizantino, sendo introduzido o cristianismo na região. A conquista árabe do século VII introduziu a actual língua do país, o árabe, bem como a religião islâmica. Durante a Idade Média o território que hoje é o Líbano esteve envolvido nas cruzadas quando então foi disputado pelo Ocidente cristão e pelos árabes muçulmanos. No século XII o sul do Líbano esteve integrado no reino latino de Jerusalém. Foi depois ocupado pelos turcos do Império Otomano em 1516.

    Entre o fim do século XIX e o início do século XX, grandes quantidades de libaneses de diferentes etnias e religiões fugiram de conflitos bélicos e perseguições religiosas; muitos migraram para a América, estabelecendo-se em países como os Estados Unidos, a Argentina e o Brasil (ver Imigração árabe no Brasil).

    Com o fim do Império Otomano, após o fim da Primeira Guerra Mundial, o Líbano foi colocado sob o mandato francês, confirmado pela Sociedade das Nações em 1922. A República Libanesa foi criada em 1926. Durante a Segunda Guerra Mundial, país foi ocupado (1941-1945), pelas forças da França apoiadas pelos britânicos.

    A independência foi conquistada em 1945, sendo o país considerado,sob o ponto de vista financeiro, a Suíça do Oriente. Por ali eram feitas grandes negociações de petróleo. Sob o ponto de vista turistico, era comparado ao Mónaco do Oriente; possuía casinos e hotéis de luxo, porém, disputas crescentes entre cristãos e muçulmanos, exacerbadas pela presença de refugiados palestinos, minaram a estabilidade da república. A hostilidade entre os grupos cristãos e muçulmanos levou a uma guerra civil e a intervenção armada (1976) pela Síria. As atividades da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), levaram à invasão e ocupação israielita (1976), da parte sul do Líbano. Uma força de paz da ONU tentou sem sucesso estabelecer uma zona intermediária. Em 1982, Israel promoveu uma invasão militar que provocou a saída de palestinos. As forças de paz da ONU retornaram aquela região quando houve o massacre de civis muçulmanos em Sabra e Chatila, realizado pela milícia falangista cristã na Beirute Ocidental, ocupada por Israel em represália pelo assassinato do presidente Bachir Gemayel por falangistas palestinos. A Síria interveio novamente em 1987. Israel criou o Exército do Sul do Líbano e ocorreram cerca de vinte invasões aéreas israelitas durante o ano de 1988.

    No mesmo ano, a administração libanesa cindiu-se com o fim do mandato de Amin Gemayel, irmão de Bachir, e o país passou a ter dois primeiros-ministros ( o sunita Selim Hoss, que era o primeiro-ministro de fato e de direito de acordo com a Constituição e o cristão general Michel Aoun, indicado por Gemayel) e nenhum presidente. Em 1989, foi negociado um acordo na Arábia Saudita (Acordo de Taif), nele o domínio maronita no governo deveria ser reduzido. Apesar da relutância, uma frágil paz foi estabelecida sob a proteção Síria que foi formalizada por um tratado em 1991. A tensão no sul do país continuou, com ataques guerrilheiros radicais do Hezbollah, apoiados pelo Irã, contra o Exército do Sul do Líbado, apoiado por Israel.

    Em 1996, agressões israelitas provocaram a intervenção dos Estados Unidos e da França. Com a participação da Síria, do Líbano e de Israel, foi aberta uma negociação que ficou conhecida como "entendimento de Abril" que reconheceu o direito de resistência contra a ocupação do exército israelita e a milícia que colabora com ele dentro do território ocupado, com as devidas salvaguardas da população civil e da infra-estrutura do país. A resistência libanesa obedeceu o "entendimento de Abril" não violando os seus termos. O que tem ocorrido desde então são acções de legítima defesa da resistência libanesa contra a ocupação que causaram o descontrole do exército israelita, o qual começou a perpetuar violentos e desesperados ataques contra o Líbano, como os do dia 8 de fevereiro de 2000.

    [editar] Política

    Fouad Siniora, primeiro-ministro do Líbano
    Ver artigo principal: Política do Líbano

    O Líbano é uma república regida pela constituição de 23 de Maio de 1926, que foi alvo de várias emendas, a mais importante das quais ocorreu em 1989. Esta constituição consagra a divisão do poder em três ramos, o executivo, legislativo e judicial. Segundo a lei, os cargos de presidente da república, primeiro-ministro e porta-voz do parlamento devem ser ocupados respectivamente por um cristão maronita, por um muçulmano sunita e por um muçulmano xiita.

    O poder executivo recai sobre o presidente eleito pela Assembleia Nacional para um mandato de seis anos. O presidente nomeia o primeiro-ministro, que escolhe os membros do seu governo junto com o presidente e o parlamento. O atual presidente do Líbano é Michel Suleiman (desde Maio de 2008) e o primeiro-ministro é Fuad Siniora (desde 30 de Junho de 2005). O Líbano estava sem presidente desde novembro de 2007, por causa de um impasse entre a situação, que apóia os governos ocidentais, e a oposição, liderada pelo grupo xiita Hezbollah – que tem o apoio da Síria.

    O poder legislativo é exercido pela Assembleia Nacional (em árabe: Majlis Alnuwab; em francês: Assemblee Nationale) composta por 128 membros eleitos por sufrágio universal para um mandato de quatro anos. As últimas eleições para a Assembleia tiveram lugar em Maio e em Junho de 2005.

    O voto é obrigatório para todos os homens a partir dos vinte e um anos de idade, sendo permitido votar às mulheres a partir da mesma idade.[1]

    [editar] Divisões administrativas

    Divisões administrativas do Líbano
    Ver artigo principal: Subdivisões do Líbano

    O Líbano divide-se em seis províncias (árabe: muhafazat; singular muhafazah). Entre elas encontra-se Beirute, a menor de todas em extensão (19,8 km2 e que tem como capital a própria cidade de Beirute), mas que é a mais populosa, industrializada e rica de todo o país, além de ser centro financeiro e turístico de todo o Oriente Médio.

    As seis províncias e as respectivas capitais são:

    1. Beirute: Beirute
    2. Monte Líbano: Baabda
    3. Líbano Setentrional (ou Líbano Norte): Trípoli
    4. Bekaa: Zahleé
    5. Nabatieh: Nabatieh
    6. Líbano Meridional (ou Líbano Sul): Sídon

    [editar] Geografia

    Ver artigo principal: Geografia do Líbano

    Possuindo um formato semelhante ao de um trapézio isóscele, o Líbano alonga-se pelo lado leste do Mar Mediterrâneo, com seu comprimento quase três vezes o lado maior ao sul, que faz fronteira com sucessivas áreas em litígio desde 1947 e a oeste com a Síria. Quando se estica no sentido sul norte, a largura de seu território torna-se mais fina.

    O clima do Líbano é do tipo mediterrâneo moderado, com verões quentes e secos e invernos frios e chuvosos. A pluviosidade é maior nas áreas montanhosas e no Vale do Bekaa do que na costa. Nas montanhas do Monte-Líbano cai neve que permanece nos cumes até ao começo do Verão.

    O rio Litani é o único grande rio do Sudoeste Asiático que não cruza uma fronteira internacional.

    Alguns dos fenómenos que atualmente atingem o meio-ambiente são erosão do solo, desertificação, poluição do ar devido ao tráfego de automóveis em Beirute e devido à queima de resíduos industriais, poluição de águas costeiras. Alguns dos acordos internacionais que Líbano assinou incluem o da biodiversidade, da mudança climática, desertificação, resíduos tóxicos, lei do mar, proteção da camada de ozôno, poluição marítima, etc.

    [editar] Economia

    Ver artigo principal: Economia do Líbano

    A economia do Líbano, tal como a sua qualidade de vida, ja chegou das mais prósperas de todo o Oriente Médio, porém os conflitos internos e externos abalaram a economia libanesa sobremaneira.

    Com o término do ultimo conflito interno e a recuperação da estabilidade política, o país mobilizou-se na reconstrução. Para realizá-la, o Líbano recebeu de imediato cerca de US$ 15 mil milhões (bilhões) de países como França e Alemanha e, atualmente, também dos Estados Unidos da América. Com a infra estrutura reconstruída, a economia voltou a crescer com uma das mais altas taxas do mundo, tornando-se um pólo de crescimento na região. A capital, Beirute (apelidada de "a Paris do Oriente") voltou a ganhar destaque no cenário regional, sediando vários eventos.

    O país voltou a ser chamado de "Suíça do Oriente" devido às atividades financeiras ali realizadas. A reconstrução de monumentos e infra-estrutura tem atraído o turismo que cresce a cada ano.

    Atualmente, o Líbano possui um dos mais elevados padrões de vida do Médio Oriente (há poucos anos atrás - quando a guerra civil ainda fazia parte do quotidiano do país, o país tinha a pior qualidade de vida da região).

    O PIB do Líbano tem mantido uma alta taxa de crescimento anual que, desde o final da guerra, tem se mantido entre 5,5% à 7% anuais. Eis alguns dados sobre a economia libanesa:

    • Produto Interno Bruto (2003): US$ 19 mil milhões.
    • Participação no PIB: Turismo e comércio: 60%, Agricultura: 20%, Indústria: 20%
    • Principais produtos agropecuários: cítricos, uva, tomate, maçã, hortaliças, batata, azeitona, tabaco; criação de ovelhas e cabras
    • Indústrias principais: atividades financeiras, turismo, processamento de alimentos, joalheria, cimento, têxteis, produtos minerais e químicos, refino de petróleo, metalurgia.

    [editar] Demografia

    Ver artigo principal: Demografia do Líbano

    A população do Líbano é composta por diversos grupos étnicos e religiosos: muçulmanos (xiitas e sunitas), cristãos (maronitas, ortodoxos gregos, melquitas greco-católicos, cristãos armênios, cristãos assírios, coptas) e outras, incluindo as seitas alauíta e druza. No total o estado reconhece a existência de dezoito comunidades religiosas. 59,7% dos libaneses são muçulmanos e 39% cristãos (divididos por entre os grupos enunciados).

    Segundo dados de Julho de 2006 a população do Líbano é de 3 874 050 habitantes. No tocante à estrutura etária 66% da população tem entre 15 e 64 anos, com uma esperança de vida situada nos 70 anos para os homens e nos 75 anos para as mulheres. A população distribui-se principalmente pelas cidades do litoral (32% em Beirute e na sua periferia) e 20% na província do Líbano Norte.

    [editar] Cultura

    Ver artigo principal: Cultura do Líbano

    O Líbano possuí uma riquíssima cultura herdada desde remotas épocas, de influências que vão da Fenícia ao Império Romano e ao mundo árabe.

    A cultura árabe como um todo - na qual a cultura libanesa está inserida - se destaca das demais por sua música, religião, danças entre outros aspectos. No Líbano é muito comum a dabke, dança em que várias pessoas dançam ao mesmo tempo de mãos dadas e andando em círculos através dos passos que conduz.

    O árabe é a língua oficial do país, sendo falado na sua forma de dialecto libanês. Este dialecto é intelegível para os arabofónos do Médio Oriente, caracterizando-se pela presença de várias palavras estrangeiras oriundas do francês, inglês, turco e italiano.

    O francês e o inglês são as segundas línguas do país, sendo entendidas por cerca de 50% da população. A língua arménia é utilizada pela minoria arménia do país.

    O Líbano conta com vinte universidades, entre as quais se encontram a Universidade Libanesa, a Universidade Americana (desde 1886) e Universidade Saint Joseph (desde 1875).

    [editar] Desportos

    O Líbano não possui muito destaque nos desportos, apenas conquistou quatro medalhas em todos os Jogos Olímpicos de que participou, duas medalhas de prata e duas medalhas de bronze, o desporto de melhor desempenho olímpico do país é a Luta Greco-Romana que conquistou três das quatro medalhas da nação.

    O país se prepara para receber os Jogos Francófonos de 2009, que serão realizados em Beirute

    [editar] Transportes

    [editar] Aeroportos

    O Líbano possui poucos aeroportos, são alguns poucos militares, algumas bases aéreas em algumas cidades, e o principal do país, o único internacional da nação, o Aeroporto Internacional de Beirute, rebatizado após o atentado que matou o ex-primeiro ministro do país e passou a se chamar Aeroporto Internacional Rafik Hariri, moderno o aeroporto atende à grandes empresas aéreas do mundo, e é parada de escala para grande números de vôos que vão de países do Ocidente para países do Extremo Oriente e Oriente Médio.

    [editar] Portos

    O Líbano possui vários portos por seu litoral, porém três merecem maior destaque. Sidon, no sul do Líbano: seu porto é também chamado de porto petrolífero, já que atende os países produtores de petróleo no comércio e na evacuação de produtos desses países para a União Européia e Estados Unidos. Trípoli, no norte do Líbano: importante porto do norte do país, atende mercadorias em geral porém não possui a mesma magnitude que o porto da capital Beirute, a capital e maior cidade do Líbano: além de Beirute ser a porta de entrada do Líbano por via aérea, é também por mar, já que possui o maior e o mais bem equipado porto de todo o país, é também considrado o porto mais movimentado do Mediterrâneo Oriental. Abastece todo o país e evacua toda sua produção, além de ser também o ponto de acolhimento de vários turistas

    [editar] Estradas

    As estradas libanesas em geral estão em bom estado e poucas são as estradas não pavimentadas, com os pesados bombardeios de Israel ao Líbano, todo seu sistema rodoviário ficou comprometido

    [editar] Ferrovias

    O Líbano não conta com muitas ferrovias, contudo o suficiente para abastecer suas necessidades

    [editar] Hidrovias

    Devido seu território margear uma extensão montanhosa o Líbano possui pequenos cursos de água que não chegam a desaguar no mediterrâneo e suas nascentes são nas montanhas que fazem fronteira com a Síria e nenhum deles é navegável. Embora inviabilize a existências de hidrovias, hidricamente o país é bem servido.

    [editar] Referências

    [editar] Ver também

    [editar] Ligações externas

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